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Podcast Brega: Prometemos Não Chorar!

Em comemoração ao Dia Estadual do Brega, que é comemorado logo mais, no dia 4 de setembro, na Paraíba, fizemos um podcast especial só com música brega paraibana. Mas, como não poderia faltar, também trazemos sucessos no saudoso Waldick Soriano, o homenageado da data.

Música brega boa é aquela que emociona e que toca no fuuundo do coração dos cornos apaixonados, por isso, Prometemos Não Chorar!

Podcast por: Daniel Peixoto, Letícia Passos, Mariana Costa e Pedro Alves.

Playlist:

1. Bartô Galeno – No toca-fita do meu carro

2.  Fernando Lelis – Um par de aliança

3. Roberta Miranda – Vá com Deus

4. Genival Santos – Eu te peguei no fraga

5. Maurício Reis – Verônica

6. Barros de Alencar – Prometemos não chorar

7. Waldick Soriano – Eu não sou cachorro não

8. Waldick Soriano –  OBRIGAAAADOOO, queridaWaldick Soriano

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Por uma barreira histórica e linguística, o espanhol parece não fazer parte do espaço de compartilhamento brasileiro, principalmente pela massiva influência da indústria cultural estadunidense no mercado nacional. Porém, existe mais da cultura latina no Brasil do que podemos imaginar. Este podcast é uma tentativa de redescobrir a latinidade brasileira. Escolhemos algumas músicas que fizeram sucesso no Brasil, mas que são apenas versões. A música original vem de países hispanohablantes, o que demonstra que, ainda que tímida, há uma influência do espanhol no cenário fonográfico do Brasil.

¡Dale play!

PODCAST: Versão à Brasileirinha

Com apresentação de Natan Cavalcante e Uane Junilhia

Produção de Nayanna Sabiá

Edição de Ítalo Di Lucena e Nayanna Sabiá

PLAYLIST

1. Paralamas do sucesso – Lourinha bombril & Los Pericos – Parate y mira

2. Capital Inicial – À Sua Maneira & Soda Stereo – Musica Ligera

3. Tihuana – Que Ves &  Divididos – ¿Qué Ves?

4. Leonardo – Deixaria tudo & Chayanne – Lo dejaria todo

5. Fagner – Borbulhas de amor & Juan Luis Guerra – Borbujas de amor

6. Bruno e Marrone – Choram as rosas & Cristian Castro – Lloran las rosas

7. KLB – A dor desse amor & Son by four – A puro dolor –

8. Wanessa Camargo – Me engana que eu gosto & David Bisbal e Elena Gadel – Mienteme

9. Rouge – Ragatanga & Las Ketchup – Asereje

10.Márcia Ferreira – Chorando se foi & Cuarteto Continental – Llorando se fue

11. Leonardo – Coração espinhado & Maná y Santana – Corazón espinado

Este podcast foi produzido por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba. Foi desenvolvido na disciplina de Laboratório de Pequenos Meios, ministrada pela professora Cândida Nobre, em agosto de 2013.

Ouça aqui a primeira edição: One-Hit Wonders

E AE, GALEEERE!

Audioblog? NÃÃÃO!

Aqui é o PodreTrash em sua primeira edição ~sensacional~, para alegria daqueles que adoram, desgostam, curtem ou apenas são abertos para papear sobre as coisas #trash da indústria cultural.
Nesta primeira edição, o querido Heitor Tavares achou que pra abrir com #elegancia nosso programa deveríamos falar sobre bandas “one-hit wonder”, aka, bandas conhecidas apenas por uma música. Mesmo que as músicas destas bandas sejam cópias lavadas de músicas de outras bandas.

Afinal de contas, quem não tem um guilty pleasure?

Dale a tu cuerpo alegria Macarena
Que tu cuerpo es pa’ darle alegria y cosa buena
Dale a tu cuerpo alegria, Macarena
Hey Macarena!

# Olha aqui a playlist:

~International~
Lou Bega – Mambo No. 5
Kaoma – Lambada
Vanilla Ice – Ice Ice Baby
Right Said Fred – I’m Too Sexy
Los del Rio – Macarena

~Tupiniquim~
Pepê e Nenem – Mania de Você
Br’oz – Prometida
Fat Family – Jeito Sexy
Braga Boys – Bomba

PodreTrashers:
-> Heitor Tavares
>> Isadora Lira
~> Luis Thales

_______________________________________________

Podcast produzido para a disciplina Laboratório de Pequenos Meios, ministrada pela professora Cândida Nobre, do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba.

Alunos:

Heitor Tavares

Isadora Lira

Luis Thales

2FABÍOLA BARDUIL PEDROSO (5)

As manifestações que eclodiram em São Paulo e se espalharam pelo Brasil agora atingem outro patamar e ganham o mundo, com ajuda de paraibanos. Neste domingo (16), brasileiros em 28 grandes cidades começaram a realizar protestos em apoio aos manifestantes paulistas. Procurando um foco, os atos em defesa dos direitos civis ainda misturam euforia com uma difusa indignação.

As atividades que começaram ontem e que seguirão acontecendo durante toda esta semana, atinge cidades como Paris, Madrid, Lisboa, Londres, Berlim, Toronto, Cidade do México, Buenos Aires, Tokyo e Sidney, por exemplo. Sem precedentes recentes de uma mobilização desse porte e com tamanha repercussão, os jovens que organizam o evento fazem questão de caracteriza-lo como sendo apartidário.

Em Dublin, capital da Irlanda – onde segundo o Itamaraty vivem 15 mil brasileiros, o ato combinado pelas redes sociais foi pacífico e contou com a participação de cerca de 500 pessoas. A concentração ocorreu ao lado do Spire, monumento com 200 metros de altura, conhecido por ser o maior monumento do mundo. Denominado “Brazilian Awakening Dublin”, (algo como ‘Acorda, Brasil’, em uma livre tradução), o evento chamou a atenção dos moradores e turistas que passaram pelo local.

Sob os 14°C da primavera europeia, o casal de estudantes paraibanos, Shirley Luanna e Edson Genuíno, fez questão de participar da manifestação. “O aumento da passagem do ônibus é só uma ponta do iceberg. As pessoas estão revoltadas por serem tão exploradas, por ganharem tão pouco, por como a polícia reagiu contra a manifestação”, afirma a estudante de 25 anos.

Há dois meses em Dublin, o pessoense Edson Genuíno diz que sair às ruas hoje foi a forma de ajudar ao povo brasileiro. “Apesar de eu não estar no Brasil e de isso ter acontecido em São Paulo, distante de onde eu moro, é nesse país que eu vivo. Estamos aqui para mostrar para o mundo que nós também nos incomodamos com o que está acontecendo lá”, declarou.

Para ser realizada, a manifestação precisou ser aprovada pela polícia irlandesa. Inicialmente programa para ser uma passeata em direção a embaixada brasileira, o pedido foi negado pelas autoridades que determinaram que o evento ficasse restrito ao canteiro central da principal Avenida da Irlanda e que durasse apenas duas horas.

FOCO

Com caras pintadas, os jovens mostravam cartazes que deixavam explicitas a vontade de fazer algo pelo país, mas que não escondiam a falta de coordenação e suas ideias confusas. Havia faixas contra a inflação e contra a PEC 37 – que pretende reduzir os poderes do Ministério Público. Também houve quem se queixasse sobre os gastos com a Copa do Mundo no Brasil e cobrasse maiores investimentos em educação.

Havia quem protestasse contra a manipulação da mídia e contra a corrupção. Tudo isso ocorria enquanto se reversavam os cantos do hino nacional e o canto dos que afirmam ser “brasileiros com muito orgulho e com muito amor”.

Alguns manifestantes, seguindo orientações repassadas pelos organizadores, usavam camisa branca em símbolo de paz, mas outros preferiram usar o uniforme de seus clubes de futebol no Brasil. O clima de euforia era grande e todos pareciam mais encantados pelo momento que estavam realizando do que preocupados com os rumos do manifesto.

Na próxima quinta-feira a manifestação deve chegar em João Pessoa. O evento já está programado para ocorrer às 16h, em frente ao colégio Liceu Paraibano, no Centro. “Marque presença e dê força ao movimento. Precisamos mostrar que a massa é maior”, conclama os paraibanos o estudante Edson Genuíno.

Sobre os rumos do movimento, a dúvida ainda persiste. “Eu espero que isso não seja apenas uma moda e que as pessoas comecem a pensar sobre seus atos”, deseja Shirley.

(texto e fotos originalmente produzidos para o Jornal Correio da Paraíba)

Quem é essa mulher?

Valdênia Lanfranchi: A mulher na lista dos policiais matadores

Valdênia Lanfranchi, Ouvidora da Polícia na Paraíba (Foto: David Trindade)

Valdênia Lanfranchi, Ouvidora da Polícia na Paraíba (Foto: David Trindade)

 

Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi, 45, é mineira, migrou para a violenta periferia paulistana ainda com quatro anos de idade e fez da opressão e tirania daquele lugar um ponto de compreensão das desigualdades sociais e da torpeza humana. Ainda na infância, catava gafaras de plástico e esterco no lixão São João, em Sapopemba, zona leste de São Paulo. Estudou, alfabetizou crianças e formou-se em direito ao mesmo tempo em que virou defensora dos direitos humanos. Mas a conta cobrada pelo crime organizado devido ao seu engajamento  foi cara: ela foi violentada sexualmente duas vezes, já teve familiares ameaçados de morte, sofreu atentados – como quando teve o carro jogado para fora da pista por outro veículo – e teve de sair do país fugida por duas vezes por conta de sua segurança. Hoje ela tem sua liberdade monitorada, seus telefones são grampeados e lhe sobram momentos de solidão.

A atual ouvidora da polícia na Paraíba foi a primeira pessoa a entrar para o programa federal de proteção a ativista dos direitos humanos. Veio para o estado em busca de tranquilidade depois de ser advertida por autoridades de São Paulo que sua vida já não era mais sustentada do ponto de vista da segurança. “Disseram-me que se eu quisesse continuar minha militância na área de direitos humanos era melhor que eu procurasse outro espaço por questões de segurança”, relembra.

Tão logo se instalou no estado, ingressou em uma ONG de direitos humanos em Santa Rita. Quando chegou à cidade e se surpreendeu com as condições análogas às periferias paulistanas. “Santa Rita é um dos municípios com um índice de desenvolvimento humano ainda bastante difícil. O nível de corrupção na cidade é uma coisa terrível. Aqui a violação dos direitos humanos não é menor do que, por exemplo, em São Paulo. Não teve como eu não ir me engajando”. Foi com o destaque que obteve em pouco tempo no estado que fez com que ela fosse indicada pelo movimento de direitos humanos da Paraíba para assumir o cargo de ouvidora da polícia.

Valdência concedeu entrevista em seu local de trabalho – cheio de papéis de processos administrativos e apenas três servidores – localizado na Avenida Tabajaras, no Centro de João Pessoa, sob a vigilância imperceptível de policiais que fazem sua escolta 24 horas por dia.

Lista da Morte:

Segundo investigações, já existem pessoas contratadas para matar a ouvidora

“Ainda que essa minha opção custe a minha vida, eu estou disposta a seguir”.

Mais do que ameaças, há um plano armado e pessoas contratadas para matar a ouvidora da polícia na Paraíba, Valdência Lanfranchi. Escutas telefônicas e documentos enviados para o deputado federal Luiz Couto (PT) e para o Secretário de Segurança Pública Cláudio Lima não deixam mais dúvidas: o risco é iminente. Recomendando muita atenção, o delegado responsável pelo caso foi claro ao afirmar para Valdênia que os matadores contratados para lhe tirar a vida têm muita habilidade em realizar esse tipo de serviço.

“Tem um complô querendo me matar. É impossível você não pensar de que forma eles vêm. E eu, até por uma questão de defesa, começo a ensaiar algumas situações em que posso ser morta. Isso é pesado”, confessa de forma comovida Valdênia.

Dois fatos recentes aproximam a ouvidora dos suspeitos de tramar sua morte. O primeiro ocorreu em novembro do ano passado quando foi deflagrada a operação Squadre. A partir dela foi possível prender policiais integrantes de três milícias diferentes acusados de extermínio, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e extorsões. Ao todo foram 39 presos, entre eles 12 policiais militares, incluindo um major e dois capitães; dois delegados e sete agentes da Polícia Civil, além de dois agentes penitenciários e um servidor do Departamento de Trânsito da Paraíba.

No mesmo mês desta operação, a sede da ouvidoria foi invadida fora do horário de expediente. Os armários e processos foram revidados e a conta pessoal do e-mail de Valdênia foi violada, mas nada foi levado além de um teclado de computador. Com o agravamento das ameaças de morte, a ouvidora passou a andar com escolta armada 24h por dia. Por medidas de segurança, seus telefones são grampeados e todos os seus passos são planejados.

Já resignada com a solidão que revela muitas vezes sentir, Valdênia não esconde que além de sua segurança, se preocupa também com a sua saúde psicológica. “Eu cuido muito do psíquico porque entre a realidade e as suposições há uma linha muito tênue e a gente não pode se deixar enganar pelas ilusões, até para não ser injusta e para não se permitir ser desqualificada.”

Crime e Poder:

Relações do sistema de segurança com criminosos impedem redução na violência na Paraíba, aponta Valdênia

“O meu receio é que as pessoas que estão sendo investigadas e podem estar envolvidas nesse complô para me matar estejam também envolvidas no poder executivo, no ministério público e no judiciário.”

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Acostumada a denunciar policiais corruptos e violentos em São Paulo, a ouvidora da polícia sente que o risco em exercer seu trabalho na Paraíba é maior. Ela alega que o grau de relação de criminosos com as instituições do Estado a aproxima do poder e cria um campo minado para sua atuação. Sem deixar de revelar nomes com vínculos suspeitos, Valdênia classifica esse como um dos principais motivos que impedem a redução da violência no estado.

“Uma coisa que é peculiar na Paraíba é o nível de relação entre alguns bandidos e pessoas do sistema. O nível de apadrinhamento aqui no estado é algo assustador”, declara a ouvidora. Valdênia denuncia que dentro do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) há policiais acusados de tortura que continuam trabalhando. Devido à mesma cumplicidade criminosa, ela aponta que policiais que respondem pelo desaparecimento de pessoas em execução estão ocupando direção de presídios.

Ela vai além e relaciona o ex-Comandante Geral da Polícia Militar da Paraíba, Coronel Kelson Chaves, e irmão do atual Comandante Geral, como partícipe nessa rede de promiscuidade com o poder. “Coronel Kelson é acusado de crimes de extermínio e ele posta no facebook que é amigo-irmão de um juiz militar. Ele também é compadre do major Gutemberg, que foi um dos presos pela operação Squadre.”

E os desdobramentos da operação Squadre deixaram mais claro ainda para a ouvidora o enraizamento da política que ela define como coronelista nas instituições de poder. “Como é que você tem autoridades no Ministério Público e no Judiciário super comprometidas em apurar as arbitrariedades de policiais ligados em práticas criminosas, e você não vê o mesmo empenho de outros?”, indaga Valdênia complementando que a conivência dessas pessoas com os denunciados por atos ilícitos tem por origem o pagamento de favores ou uma forte relação de amizade. “São essas relações que me assustam na Paraíba, esse nível de intimidade e proximidade.”

Para Valdênia, caso o governador e secretário de segurança não tivesse de enfrentar esses problemas e pudesse direcionar suas ações para prender bandidos comuns, não haveria violência no nível que se tem hoje na Paraíba. “Esse é hoje o nosso grande problema: o secretário de segurança gastando muita energia atrás de bandidos que ainda ocupam nossas instituições”.

O Gênero e a Honra:

Mesmo depois de sofrer violência sexual, ouvidora diz ter vantagens em ser mulher

“Tive que enfrentar machismo, preconceito por questão de gênero até mesmo dentro da família.”
Nenhuma mulher tem se destacado mais nas corporações de segurança pública do estado do que Valdênia Lanfranchi. E ser mulher, neste caso, não é uma ação fortuita e que passe alheio ao seu ofício: é também um posicionamento político. Foi por ser mulher e por ser defensora dos direitos humanos que ela sofreu violência sexual por duas vezes. Os casos, porém, não tiram da ouvidora suas convicções sobre as vantagens em ser mulher.

“Quando há um atentado a um defensor de direitos humanos homem ele é mais direto e fatal, não há uma desqualificação da honra. Agora, quando é uma mulher há sempre uma busca de desqualificar moralmente com requintes de crueldade”, diz Valdênia em um relato raro sobre a diferença entre homens e mulheres. Ela responsabiliza a cultura machista presente no país e nas instituições da sociedade por tamanha violência.

Valdência cita que é da característica da mulher ter uma capacidade de observar as situações a partir de várias perspectivas que vão além da estrita natureza do serviço público. “Quando eu escuto alguém, eu percebo se o problema foi só a questão da violência policial, se ela precisa de um atendimento psicológico ou de uma assistência social”. Outro traço feminino que, segundo a ouvidora, lhe daria vantagem é a própria relação com os policiais. “O fato de ser mulher e até a minha compreensão física [Valdênia possui uma baixa estatura] ajuda e acaba desmontando os policiais. Eles ficam um pouco desconcertados e a relação torna-se mais amigável”, comenta.

É difícil crer que não viesse de uma mulher a iniciativa de criar um grupo denominado ‘As Loucas Mães da Paraíba’, como foi instituído por Valdênia. O grupo formado por 12 mães busca a verdade a respeito das circunstâncias e responsabilidades sobre as mortes de seus filhos nas mãos de policiais. Como forma de desqualificar e ridicularizar essas mulheres, elas foram apelidadas nas corporações de segurança como ‘loucas’.

Militar X Civil:

Ouvidoria triplica número de denúncias recebidas e PM é a principal acusada

“A desmilitarização é importantíssima para a democracia. Não podemos mais ter um animal, dentro da corporação, ser mais bem tratado do que um soldado”

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Desde que Valdênia assumiu a ouvidoria, triplicaram as denúncias recebidas pelo órgão. Com apenas três servidores na Ouvidoria, o número de denúncias pulou de dez para 30 por mês. Segundo relatório divulgado no início deste ano, 178 policiais são citados nas denúncias, das quais 66% estão envolvidos com o abuso de autoridade, violência física, invasão de domicílio e tortura. A maioria dos crimes foi cometida por Policiais Militares. A estatística reforça uma campanha encabeçada por Valdênia e ainda polêmica no Brasil: a desmilitarização da polícia.

No final do ano, enquanto recebia das mãos da presidente Dilma Rousseff um prêmio nacional de direitos humanos pelo enfrentamento à violência, a ouvidora quebrou o protocolo da cerimônia e pediu que fosse colocada em pauta a desmilitarização. Foi aplaudida pela própria presidente e cumprimentada pela Ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Para a ouvidora a desmilitarização só não foi aceita ainda devido à atuação de lobistas que desejam que a formação da polícia militar continue sendo, como descreve a constituição, uma força auxiliar do exército.  “Uma coisa é o exército, outra coisa é a polícia militar responsável pela segurança ostensiva e preventiva ter uma formação como se estivesse tendo uma formação para relação de guerra”, analisa.

Esse tipo de formação oferecida aos policiais ajuda a explicar os motivos da PM ser uma corporação com um histórico de violência. Lembrando os casos como a morte da juíza Patrícia Acioli no Rio de Janeiro e a execução do advogado Manoel de Matos, em 2009, Valdênia é direta: “Sempre há policiais envolvidos na execução de pessoas que promovem os direitos sociais e humanos, sejam civis ou principalmente militares”.

Ela aponta ainda que o projeto também traz benefícios inclusive para a classe policial, ampliando seus direitos trabalhistas como qualquer outro civil. “Os militares não são tratados como trabalhadores. Eles não têm direitos e isso é uma hipocrisia porque nós sabemos que todos os comandos da polícia militar são políticos, são indicações políticas, participam de campanhas políticas, mas os trabalhadores de ponta não podem sequer participar de sindicatos.” Para a ouvidora até animais são mais bem tradados dentro da corporação do que um soldado.

O projeto é uma recomendação da ONU e já conta com o apoio da ONG de militares chamada “Abolição Militar” e de políticos como o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo. Engrossam a lista ainda a Anistia Internacional, a ONG “Justiça Global” e o movimento ‘Juízes pela Democracia’.

Uma tragédia silenciosa vem abatendo de forma crescente os paraibanos. A cada 45 horas se comete um suicídio no estado. Em quinze anos, o número de mortes desse tipo cresceu 294%. Na Paraíba, em 1998 foram registradas 50 mortes por suicídios e no ano de 2012 o número já era de 197. O ritmo de crescimento ainda se mantém forte e sem sinais de trégua. Comparando apenas Janeiro e Fevereiro de 2013, quando já houve 38 suicídios, com o mesmo período de 2012, o crescimento foi de 52%.

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 No Hospital de Emergência e Traumas de João Pessoa, a cada dois dias um paciente que tentou suicídio é socorrido pela equipe de emergência. Porém, segundo avaliação da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que o número correto de tentativas de suicídios seja 20 vezes maior do que o ato do consumado. Por esses cálculos, apenas nos últimos doze meses, a quantidade de tentativas de suicídios na Paraíba foi de 4200. Esse número é superior a população de 52 municípios do estado.

Segundo o Mapa da Violência do Brasil divulgado pelo Ministério da Justiça com dados até o ano de 2008, esse crescimento fez com que João Pessoa pulasse da vigésima para a décima terceira posição entre as capitais com maior índice de suicídios. O índice paraibano teve o segundo maior crescimento do Brasil, saltando de 1,5 suicídios para cada 100 mil habitantes em 1998 para 4,2 em 2008. Em 2013 esse mesmo índice atingiu um crescimento de 244% em quinze anos, chegando a 5,16 suicídios por 100 mil habitantes. Entretanto, o índice paraibano ainda é considerado baixo, sendo o sexto menor do Brasil.

PSIQUIATRA DR ROBERTO MENDES

Psiquiatra Dr. Roberto Mendes

“Esse é o retrato de uma sociedade que está adoecendo. Provavelmente nós estamos falhando em cuidar do sentido de vida das pessoas”, afirma o psiquiatra Roberto Mendes. O especialista relaciona de forma direta esse crescimento ao tipo de sociedade contemporânea que ele define como sendo extremamente perturbadora, individualista e com alto nível de cobrança. “As pessoas estão cada vez mais depressivas, ansiosas, isoladas e com cobranças tão grandes, com horários cada vez mais restritos e opções de lazer cada vez menores”, considerou Mendes.

PREVENÇÃO

 Suicídio é um problema complexo para o qual não existe uma única causa, sendo ele o resultado de uma interação de fatores sociais, biológicos, genéticos, culturais, psicológicos e até ambientais. Não é possível explicar porque alguns decidem cometer suicídio enquanto outras pessoas em situação similar não o cometem. Todavia, segundo a OMS, a maioria dos suicídios pode ser prevenida.

 Para tanto, é preciso que as pessoas estejam preparadas para identificar e agir quando se estiver diante de um suicida em potencial. “A primeira coisa é pedir um apoio psicoterápico. Procurar uma equipe de saúde como um psicólogo, um psicoterapeuta ou mesmo um psiquiatra”, orienta Roberto Mendes que faz um apelo para que as pessoas jamais desconsiderem um pedido de socorro ou um aviso de que uma pessoa quer se matar.

A possibilidade de prevenção advém principalmente porque a maioria das pessoas que cometeu suicídio tinha um transtorno mental diagnosticável, como a depressão, o transtorno de personalidade, alcoolismo, esquizofrenia ou transtorno mental orgânico.

Faz parte do discurso comum da população a crença de que ‘as pessoas que ficam ameaçando se matar não se matam’ e que ‘quem quer se matar, se mata mesmo’. Mas o fato é que os suicidas dão vários sinais antes de executar o ato e que a maioria dessas pessoas tem pensamento ambivalente, ou seja, mesmo que digam que vão se matar e não realizem esta ação, podem sim um dia vir a por um fim na própria vida.

Nunca se deve considerar como uma atitude para apenas chamar atenção. Muitas vezes chamar atenção é uma forma verdadeira para se mostrar um problema. Todo pensamento, todo planejamento e principalmente toda tentativa [de suicídio] deve ser muito bem investigada e ser levada em conta”, orienta Roberto Mendes.

 Para definir o grau de risco do paciente, o psiquiatra costuma observar se ele expressa que quer morrer, se quer ser morto ou se quer se matar. Para esse último caso Mendes afirma que também se busca diferenciar se ele apresenta um pensamento recorrente em se matar, se há uma intencionalidade, um planejamento ou se já houve um caso anterior de execução da tentativa.

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Brasil lidera mercado mundial de antidepressivos

 Segundo a consultoria médica IMS Health, o Brasil lidera o mercado mundial de venda de antidepressivos e ansiolíticos. O negócio ultrapassa 42 milhões de caixas desse tipo de medicamento vendidas anualmente e movimenta mais de R$ 1,85 bilhão. É como se um a cada cinco brasileiros tomasse esses medicamentos. Para o psiquiatra Roberto Mendes as pessoas buscam viciosamente um subterfúgio através dos medicamentos. Ele alerta que muitos estão se medicando de forma errada e isso seria o mesmo que buscar o uso de drogas e álcool para se entorpecer.

“Tanto o ansiolítico quanto a cerveja, como a cannabis ou o crack, na verdade, simbolicamente, é a mesma coisa: uma fuga”. Alerta Mendes, que vai além: “Pode-se fazer inclusive uma associação entre esse aumento desse número de suicídio com o aumento de intoxicação por substâncias psicoativas”, garante.

 Cerca de um terço dos casos de suicídio estão ligados à dependência do álcool, sendo este um importante fator indutor do suicídio. A OMS estima que de 5% a 10% das pessoas dependentes do álcool terminam sua vida pelo suicídio.

O especialista afirma ainda que hoje em dia a receita de um ansiolítico pode ser conseguida numa unidade básica de saúde por um paciente que está referindo insônia e nervosismo. “O diagnóstico precisa ser muito bem feito. É muito fácil entupir de ansiolítico uma pessoa que está sofrendo.”, admite.

Especialista acredita que internet pode ajudar a quem sofre transtornos

 A internet é um ambiente onde são recorrentes os casos de violência psicológica em que agressores costumam humilhar e causar dor aos outros. É o que se define como Cyberbullying. Porém, esse ambiente virtual também pode ajudar a pessoa que está sofrendo algum transtorno com capacidade de redundar em um suicídio.

 Foi pensando nisso que a rede social Facebook criou em parceria com a organização norte americana National Suicide Prevention um serviço online para ajudar suicidas em potencial. O serviço é gratuito e funciona através de um aplicativo de mensagens instantâneas em que se pode conversar diretamente com uma equipe treinada para lidar com pessoas com esses problemas. O serviço também funciona a partir da indicação de um amigo que desconfia das declarações postadas na rede social. A partir desse momento a National Suicide Prevention, via Facebook, poderá entrar em contato e prevenir o pior.

“Hoje nós temos mais acesso à vida das pessoas e podemos perceber que há um quadro depressivo recorrente, que tem um momento pós-traumático violento ou mesmo um quadro esquizofrênico que antes a gente não tinha como perceber”, destaca Mendes.

É preciso ficar atento se a pessoa que se acredita que pode acabar com a própria vida apresenta episódios de choros frequentes, relatos de que a vida não faz sentido ou que ela já acabou. É necessário ainda prestar atenção se existem momentos de auto agressividade, diminuição ou mesmo ausência de vida cotidiana – seja no trabalho, na escola ou com a família – e abusos de substâncias psicoativas. Esses são sinais de quem pode estar precisando de ajuda. “No caso de suicídio, não se trata apenas a condição médica. É preciso ajudar a pessoa a resolver a situação que levou até ao pensamento suicida.”, atesta Roberto Mendes.

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Projeto de R$ 200 mi para o Centro Histórico não é claro sobre o destino de mais de 500 famílias que moram na Comunidade Porto do Capim. Ainda confuso, Secretário de Planejamento diz que ninguém será obrigado a sair do local

Ponto de vista turístico do Centro Histórico de João Pessoa. Foto: Secom/JP

Ponto de vista turístico do Centro Histórico de João Pessoa. Foto: Secom/JP

Incentivar à moradia no Centro Histórico sempre foi visto por alguns gestores como a solução para dar vida ao local que costuma ficar ermo assim que o comércio fecha suas portas. Tal concepção, todavia, não traz tranquilidade a quem hoje já mora na região. É o que ocorre com 500 famílias do Porto do Capim. Elas se encontram no epicentro das principais mudanças sugeridas pelo projeto da prefeitura.

Decididos a evitar que sejam relocados para longe de onde residem, os moradores da comunidade formaram uma comissão que tem tentado marcar uma audiência com o prefeito Luciano Cartaxo (PT) e que já se encontrou com a arquiteta consultora do projeto. Segundo os moradores, a arquiteta afirmou que decisão é de retirar os moradores do local. O blog tentou entrar em contato com a arquiteta Sonia Maria Gonzalez, mas não conseguiu localizá-la.

PATRIMÔNIOS

Morando e trabalhando no Porto do Capim desde sua criação, a cozinheira Maria da Penha (63) conta que foi ela quem iniciou a procissão de canoas no rio Sanhauá em devoção a Nossa Senhora da Penha, importante manifestação religiosa e cultural da cidade. “A gente não quer sair daqui. Faz 53 anos que cheguei e já criei até bisnetos no Porto do Capim”, disse Penha afirmando estar muito preocupada com a situação.

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Em primeiro plano, a moradora Maria da Penha. Foto: Joel Cavalcanti

Além das casas, também preocupa a retirada da escola estadual Padre João Félix, recentemente premiada pelo projeto Escola Nota 10 e Mestres da Educação, o qual beneficiou os professores com o 14º e 15º salários devido à qualidade apresentada. “Esse projeto de nos tirar daqui é porque disseram que aqui não existe vida digna. Isso é um desrespeito. Existe sim vida digna”, disse Rossana Marlene, 21 anos.

Em reunião da associação realizada no último dia 29, ficou decidido que seus representantes entrarão com o pedido de laudos antropológicos e arqueológicos da região do Porto do Capim. Este processo poderá atrasar muito o início das obras e os moradores ganhariam tempo para negociar uma solução que não seja a remoção da comunidade.

OUTRO LADO

O Secretário de Planejamento de João Pessoa, Rômulo Polari, garantiu que nenhuma obra será iniciada antes que o projeto seja aprovado pela comunidade. “Quando se estiver concluindo a solução com vistas à licitação, vai ter uma fase de abrir [diálogo] para a comunidade”, antecipou.

Polari, entretanto, cometeu uma gafe durante a entrevista. “As casas já estão quase concluídas de toda a população ribeirinha. Vai ser todo mundo retirado de lá. Vão ganhar residências novas. A despoluição do rio já começa por aí”, declarou. Ocorre que não existe nenhuma casa sendo construída na comunidade, tampouco os moradores aceitam a culpa pela poluição do rio. Eles cobram fiscalização das indústrias, saneamento básico e coleta regular de lixo como solução.

Entidades exigem que projetos arquitetônicos passem por edital de licitação

Outra polêmica que deverá ser enfrentada pela prefeitura é com os arquitetos, engenheiros e urbanistas. Eles exigem que os grandes projetos para a cidade sejam decididos através de um certame, a exemplo do projeto da Lagoa e Centro Histórico. Polari afirma que não seguirá este caminho, batendo de frente com as entidades de classe.

“Há uma certa ilusão ao pensar que ao abrir uma licitação para um projeto você achou o caminho da virtude para uma solução. Só que quem vai fazer o projeto é uma pessoa e um grupo de iluminados que vai avalizar o projeto”, disparou. Polari foi além e disse que o processo de construção de um projeto com os técnicos da prefeitura em diálogo com os órgãos institucionais e a comunidade dão muito mais vida e legitimidade ao projeto do que necessariamente em um certame. “Esta é uma solução técnica. Aqui se trata de uma solução mais social e política”, finalizou.

RÉPLICA

A afirmação foi rebatida pelo presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil na Paraíba (IAB-PB), Valder de Souza. “Ele está completamente enganado”, disse. O arquiteto explicou que o processo de licitação é que traz legitimidade, pois é aberta a participação de qualquer arquiteto no mundo e que uma junta idônea do IAB é que decide o melhor projeto, que nem sempre é o mais caro ou o mais bonito.

Para Valder de Souza a utilização do procedimento da licitação traz benefícios de ordem construtiva, orçamentária e criativa. Além disso, ele disse que todas as informações sobre a cultura, o clima e a estrutura arquitetônica de João Pessoa são repassadas aos arquitetos interessados em desenvolver um projeto para a Capital. “[Polari] não pode dizer o que não existe. Ele não deveria ter dito isso. Eu peço a quem estiver envolvido com esse pensamento que procure conhecer o que o IAB faz”, orientou.

Apesar disso, Polari avisou que poderá abrir licitação de projetos para a reforma da Praça da Independência, pois ainda não tem ideia do que pode ser feito para fazer com que a população usufrua mais daquele espaço.

Rômulo Polari, Secretário de Planejamento de João Pessoa. Foto: Joel Cavalcanti

Rômulo Polari, Secretário de Planejamento de João Pessoa. Foto: Joel Cavalcanti

<<Conheça o Projeto>>

“A gente vai mudar a história da Cidade”, afirma Polari sobre projeto da prefeitura no Centro Histórico

Com ‘sinal verde’ da presidente Dilma Rousseff, a prefeitura municipal de João Pessoa anunciou o projeto de revitalização do Centro Histórico da cidade. A garantia da liberação dos recursos foi dada durante reunião realizada em Brasília com o prefeito Luciano Cartaxo (PT) no último dia 23.

Serão destinados mais de R$ 200 milhões para executar o projeto que pretende tornar o Varadouro no ‘Complexo Turismo, Cultura e Serviços’. Depois de ser adiada por mais de seis anos, a intenção é que as obras sejam iniciadas em agosto e transformem o local em um novo marco para o turismo e desenvolvimento da Capital paraibana.

Em fase atual de pré-projeto básico, o secretário de Planejamento da prefeitura, Rômulo Polari, confessa que todo o esforço será para devolver ao Centro da cidade o seu protagonismo que entrou em declínio em detrimento dos bairros da orla marítima. “Este será, sem nenhuma dúvida, um marco no turismo de João Pessoa. A gente vai mudar a história dessa cidade”, revelou entusiasmado.

RECUPERAR CASARÕES

Os casarões antigos no Centro da cidade são símbolo do descaso sociocultural e do abando. Por isso mesmo, logo na primeira fase do projeto, haverá a requalificação dessas edificações tombadas por seu valor histórico.  “Todos os prédios dessa região que são públicos serão de imediato recuperados”, disse Polari, prometendo também que esta etapa será deflagrada no início do primeiro semestre e vai levar 24 meses para ser concluída.

Um desses prédios históricos é o da antiga Alfândega. No local está previsto a instalação do Museu da Colônia, que pretende recontar a história da cidade. Juntamente com a restauração dessas construções, serão investidos recursos ainda na iluminação, calçamento e drenagem dos logradouros do Centro.

DISTRITO DE SERVIÇOS

“Será a nossa indústria sem chaminé”. Foi assim que definiu Polari a etapa do projeto que ambiciona tornar a cidade antiga em um ambiente atraente para empresas de tecnologia da informação, contabilidade, engenharia, arquitetura e gestão em negócios a ser instalado no Porto do Capim.

O secretário enxerga com a instalação deste distrito a possibilidade de João Pessoa fazer parte das cidades exportadoras de serviços que, segundo ele, movimentam US$ 4 trilhões por ano e representam 23% do comércio mundial. “É uma concepção muito moderna de negócio e que complementa muito bem com a ideia que temos para essa região”, garantiu afirmando ainda que é preciso reestruturar toda a região concedendo a ela um caráter sofisticado e de contemporaneidade.

 NATUREZA

Está previsto, na área que margeia o rio Sanhauá, da ponte na divisa com Bayeux até a estação ferroviária, que seja instituído um parque ecológico para a preservação do manguezal existente naquela região. “Isto será feito com o fim de preservação da natureza, mas também com foco no turismo cultural e ecológico”, afirmou Polari.

Conjuntamente a isso, serão construídas todas as estruturas de uma marina, atracadouros para pequenas embarcações e píeres. O Varadouro, que também é conhecido por proporcionar um belo pôr do sol, será interligado através de transporte fluvial até o Jacaré, em Cabedelo, passando por todas as praias do litoral pessoense. Esse conjunto de obras formará a segunda parte do projeto, que deverá começar em novembro de perdurar por dois anos.

A terceira fase é também a mais difícil: despoluir o rio e transformá-lo em local para a prática de esportes náuticos. O secretário revelou que esta parte do projeto é muito cara, precisando de uma concepção mais elaborada e que ainda está na fase de reuniões com consultores que a desenvolverão. Programada para iniciar em dezembro, a conclusão das obras desta etapa se dará apenas em 30 meses.

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