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As armas do futebol

Para um esporte ser o mais popular e mais praticado do mundo precisa de certas armas que o torne merecedor desta condição. O futebol traz consigo algumas que o faz único e por isso tão cheio de adeptos, de praticantes e de admiradores. A imprevisibilidade, a magia, o caráter sócio-cultural e o poder transformador deste esporte, são algumas armas que faz do futebol o esporte mais fantástico do mundo. Mundo este, que é uma bola.

Partindo mais para o contexto dos que fazem este esporte algo competitivo e, por isso também, bastante apreciado, os times, protagonistas do jogo, possuem suas armas a qual se apegam na busca da vitória. Umas mais importantes que a outras, umas mais eficientes que as outras, umas mais metafóricas que as outras, todo time de futebol tem sua arma. O Miramar da cidade de Cabedelo, tem como principal arma seu zagueiro artilheiro Clayton dono de um arremate com a perna esquerda descomunal. O Boca Juniors da Argentina tem como grandes armas seu “caldeirão”, o estádio La Bobonera e sua torcida que esquenta esse caldeirão a ponto de ferver o psicológico do adversário. O Íbis de Recife tem na sua fama sua principal arma. Seu conhecimento, eu diria que mundial, de pior time do planeta, inquieta os oponentes que ficam pressionados com seu (do adversário) eterno favoritismo. A obrigação será sempre do outro, jamais do Íbis.

Certas armas ficarão sempre nas memórias dos apreciadores do futebol arte. O Rei Pelé foi por muito tempo a principal arma da seleção brasileira, com seu futebol artístico e eficiente. Na memória dos botafoguenses nunca se perderá a lembrança do Mané Garrincha, principal arma do clube de todos os tempos, com seu futebol moleque e poético. Na Europa o esquema alternativo de jogo do carrossel holandês, comandado por Johan Cruyff, era e será por muito tempo uma das maiores armas que o futebol do velho continente já viu.

No jogo da útlima quarta-feira pela Copa do Brasil, entre Treze-PB e São Paulo, a arma que protagonizou o que tudo tinha para ser um espetáculo, foi a pior, e a mais dispensável possível. Em um jogo que o atacante Dagoberto era a arma que poderia “matar” a esperança trezeana e o atacante Cléo poderia “matar” a confiança tricolor, a arma mais comentada foi a que pode matar gente. Torcedores, ou melhor, pseudo-torcedores, ditos policiais civis, mas que não estavam em serviço, conseguiram adentrar a arquibancada do Amigão, em Campina Grande, armados e após um princípio de tumulto, sacaram as armas atirando para cima com intuito de amedrontar alguns torcedores que lá estavam para ver a uma partida de futebol.

Com tantas armas boas no jogo entre Treze e São Paulo, infelizmente a mais letal e dispensável no contexto futebolístico,  foi noticiário no jornalismo esportivo de todo país. Coisas que mancham mais ainda nosso já pobre, porém guerreiro futebol, e causadas por atitudes e armas que não devem jamais figurar neste esporte. Ah! A arma tricolor, Dagoberto, com dois gol fez os tricolores saírem felizes do estádio enquanto os torcedores do Treze ficaram tristes, afinal isso faz parte do jogo. Já as armas mortais fazem todos os dias muitos cidadãos tristes, e não, isto não faz nem nunca fará parte deste espetáculo que se chama futebol.

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